
"FELIZ é pois a criança cujos pais têm a visão e a compreensão do hábito da economia, como construtor de caráter, e o implantam desde cedo no espírito de seus filhos."
(NAPOLEON HILL)

Os hábitos da primeira infância nos acompanham sempre por toda a vida.
Os primeiros sete anos dos meus filhos não foram fáceis, apesar de nunca ter faltado o essencial para eles, muitas vezes foram privados de muitas coisas em prol do bem geral da família.
Passamos muitas dificuldades e cometemos alguns deslizes financeiros, meu marido e eu. Prefiro chamar de deslizes a erros, porque não foram propositais ou frutos de negligência, mas sim, circunstanciais, e sempre pensando muito e em primeiro lugar, nos nossos trigêmeos.
As nuvens sombrias das dificuldades financeiras não pairam mais sobre nossas cabeças, mas alguns resquícios dela, sim.
Eu perdi completamente o hábito de gastar e adquiri o hábito de economizar e, graças a Deus, meu marido também. Está muito mais consciente e preocupa-se mais em segurar o dinheiro. Aprendi a dar valor para outras coisas na vida e o melhor disso tudo consigo passar estes valores para eles.
Estes anos foram cruciais para estabelecer entre nós (todos os cinco membros da família) o valor de cada níquel ganhado e que a felicidade está em coisas muito mais simples e muito mais valiosas do que dinheiro.
Nossas dificuldades financeiras trouxeram benefícios positivos para a nossa vida. Nossos filhos aprenderam junto conosco que o dinheiro ganho com muito trabalho não é para ser gasto sem pensar e que não é muito fácil ganhar dinheiro, mas gastá-lo é algo rápido e irrecuperável.
Cada um tem seus cofrinhos, já estão aprendendo a pensar, fazer contas e verificar o que vale e o que não vale a pena ser comprado.
Nem todos na mesma proporção, mas vejo no dia a dia da vida deles que eles já sabem o que é caro e o que é barato. Sabem que o papai e a mamãe trabalham muito e já absorveram a relação de trabalho e dinheiro.
Os exemplos são os melhores professores.
Muita conversa também é essencial.
Às vezes, achamos que uma conversa franca, objetiva e direta com nossos filhos não será válida porque, talvez, eles sejam muito pequenos, no entanto, aprendi a não subestimá-los, pois tenho provas diárias de que tudo o que eu falo, conto e explico é muito bem absorvido. Por isso me preocupo tanto em mante-los positivos e felizes. Complementando o meu texto Sementes do Futuro desta semana em que comentei o quão fácil é moldar uma criança, e por isso temos que ter muito cuidado com as palavras que escolhemos, bem como os exemplos que damos diariamente.
Ensinar o valor do dinheiro é uma coisa muito positiva para as crianças, pois a vida nos prega peças e nem tudo é controlável ou passível de planejamento, a vida tem desvios. Coisas nos acontecem e nos afetam. Por isso o hábito de economia é um dos hábitos positivos que devemos incorporar no nosso dia a dia.
Quando usamos o dinheiro com inteligência positiva evitamos viver com medos e, inclusive, livramo-nos do medo da pobreza, como comentei sobre os medos da humanidade.
Nada melhor do que ensinar nossos filhos a ter hábitos saudáveis, positivos e sem medo do futuro, pois são nossas Sementes do Futuro .
Este post faz parte da Blogagem Coletiva Educação Financeira Infantil
Participe.

















































